Brasil fecha as Eliminatórias com vitória e Gabriel Jesus artilheiro

A melhor campanha da história da seleção em uma eliminatória para a Copa do Mundo indica ao técnico Tite algumas certezas até a estreia na Rússia em junho de 2018. Uma delas é que Gabriel Jesus, apesar dos seus 20 anos, é uma realidade no ataque da seleção brasileira. Em dez jogos, todos com o atual técnico
Redação
11 out 2017
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A melhor campanha da história da seleção em uma eliminatória para a Copa do Mundo indica ao técnico Tite algumas certezas até a estreia na Rússia em junho de 2018. Uma delas é que Gabriel Jesus, apesar dos seus 20 anos, é uma realidade no ataque da seleção brasileira.

Em dez jogos, todos com o atual técnico do Brasil, o jogador do Manchester City virou o artilheiro da equipe. Marcou sete gols. Dois deles na vitória sobre o Chile, nesta terça (10), no Allianz Parque, em São Paulo.

O jogo marcou a despedida da seleção do Brasil antes da Copa e o fim da campanha irretocável de Tite nas eliminatórias: primeiro lugar com 41 pontos somados.

O futebol brasileiro na partida, principalmente no segundo tempo, empolgou os torcedores que bateram recorde de público e de arrecadação do Allianz Parque, campo do Palmeiras. Mais de 41 mil pessoas assistiram à partida, que gerou renda de R$ 15.118.391,02.

No primeiro tempo, porém,com poucas chances de gol criadas pelo time, o torcedor vibrou pouco na casa palmeirense. O momento de maior euforia foi logo aos 3 minutos, quando o placar eletrônico do estádio anunciou a vitória parcial do Equador sobre a Argentina. A alegria durou pouco. Treze minutos depois, foi anunciado o empate e, na sequência, a virada.

Ao longo da partida e, principalmente com os gols, a animação aumentou. Os torcedores tietaram Neymar quando ele se aproximava para cobrar escanteios. Assim como em outros jogos, o camisa 10 e técnico Tite foram os mais festejados.

Desta vez, eles dividiram as atenções com Gabriel Jesus, revelado pelo Palmeiras e um dos destaques da equipe na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 2016.

Aliás, a torcida palmeirense que esteve no estádio vibrou também quando o locutor anunciou Valdivia como titular no Chile.

No segundo tempo, a história foi totalmente diferente. Com um futebol mais vistoso e os espaços dados pelo adversário, o torcedor brasileiro vibrou, cantou e deixou a rivalidade contra os argentinos de lado para tirar sarro dos chilenos com os gritos de “eliminados”.

CRIAR OU CORRER

A despedida da seleção brasileira dos gramados brasileiros antes da Copa da Rússia também serviu para o treinador brasileiro e sua comissão técnica reforçarem algumas preocupações que podem surgir até mesmo num time de campanha tão boa como a do Brasil.

Mais uma vez, o sistema defensivo com os zagueiros Marquinhos e Miranda, protegidos por Casemiro, Paulinho, autor do primeiro gol, e Renato Augusto, funcionou. Os laterais Daniel Alves e Alex Sandro também seguraram o ataque chileno.

A preocupação de Tite é com a criatividade ofensiva do meio-campo, que existia antes do jogo, se reforçou ainda mais mesmo com a vitória contra os chilenos nesta terça-feira, em São Paulo.
Neymar, aberto pela esquerda, Gabriel Jesus, mais à frente, e Coutinho, à direita tentaram criar as jogadas entre si, mas se houve velocidade dos atacante, faltou inspiração para chegar ao gol de Claudio Bravo, principalmente quando a partida estava 0 a 0. Resultado que poderia ajudar o Chile, agora eliminado, a ir à Copa.

O Brasil, que teve mais posse do que o Chile (61% a 39%), rodou a bola, mas poucas vezes penetrou na área adversária com chances de finalizar nos primeiros 45 minutos.

Quando precisou criar em vez de correr, o time brasileiro não teve sucesso.

O próprio Tite, que chegou a pedir antes do jogo que seus comandados fossem mais criativos e ofensivos, sabe que este é um dos problemas que precisará trabalhar até o Mundial. Até a Rússia, ele tem quatro amistosos para ajustar detalhes e definir o time que tentará o hexacampeonato.

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