Urnas eletrônicas passam por testes de hardware

TRE/MA – Os sistemas de hardware de 799 urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão estão sendo testados durante simulado que começou na segunda, 6 de novembro, e encerra na sexta, 10. No país, serão 22.235 equipamentos testados até o dia 17 de novembro. A ação é coordenada pela Seção de Gestão Tecnológica das Urnas
Redação
09 nov 2017
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Simulado no Maranhão ocorre entre os dias 6 e 10 de novembro

TRE/MA – Os sistemas de hardware de 799 urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão estão sendo testados durante simulado que começou na segunda, 6 de novembro, e encerra na sexta, 10. No país, serão 22.235 equipamentos testados até o dia 17 de novembro. A ação é coordenada pela Seção de Gestão Tecnológica das Urnas Eletrônicas da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral.

O propósito do Simulado Nacional de Hardware (SNH) é identificar falhas persistentes, principalmente aquelas que se manifestam de forma intermitente ou em situações específicas, e registrá-las para permitir a análise posterior de suas causas e a identificação de possíveis soluções a tempo do pleito ordinário em todo o Brasil.

Os problemas de hardware têm uma característica específica que os diferenciam dos de software (bugs). Estes, uma vez identificados e corrigidos adequadamente, não se manifestam mais durante a execução de um sistema. No hardware, sempre ocorrerá uma taxa de falhas em um conjunto de equipamentos. Contudo, devem-se separar as falhas ocasionais de hardware das persistentes, decorrentes de degradação, envelhecimento, processos produtivos ou componentes fora das especificações.

Para identificar e mitigar a ocorrência de falhas de hardware nas urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral investe na realização de simulados de hardware, onde uma amostra significativa desses equipamentos é submetida a testes que simulem sua utilização no dia das eleições oficiais. As ocorrências de erro ou defeitos são registradas e analisadas para que as medidas saneadoras sejam efetivadas em tempo hábil.

Em 2014, ocorreu o 1º Simulado de Hardware da Justiça Eleitoral, ainda sem biometria, no qual foram identificados alto índice de urnas 2009 e 2010 apresentando travamento ou “erro de HW”. Através da análise desses dados e de relatos do TRE-SC, foi realizado um estudo com engenheiros da empresa responsável pela fabricação das urnas e técnicos do TSE. Esse estudo possibilitou a identificação e solução do problema e viabilizou uma ação emergencial que minimizou a incidência desse defeito na eleição de 2014. Em 2015, foi realizado o 1º Simulado Nacional de Hardware com Biometria. Para a realização deste simulado, foram desenvolvidas ferramentas para replicação dos dados biométricos dos testadores e para o registro das ocorrências de falha. Essas ferramentas possibilitaram o teste de todo o hardware da urna eletrônica e o correto registro das falhas para geração de informações estatísticas que auxiliam na estimativa ou possibilidade de previsão de fenômenos futuros.

Como funciona

Como o foco do simulado está no hardware das urnas eletrônicas, os testes se concentram na exercitação dos componentes físicos, incluindo os leitores biométricos. Para possibilitar os testes das urnas com biometria é utilizada uma ferramenta para criação de massa de teste biométrica, o Módulo Simulador de Seções Biométricas (ELO/MSSB). A intenção do simulado não é provocar erros e sim evidenciar as possíveis falhas permanentes dos equipamentos durante o curso de uma eleição. Por esse motivo, não serão definidos cenários a serem seguidos, como nos testes em campo de software, mas as urnas deverão ser utilizadas de forma a reproduzir o seu uso em um dia de eleição oficial, com a realização de procedimentos como contingência de flash e/ou urna, uso de aplicativos como o Recuperador de Dados (RED) e o Sistema de Apuração (SA), tudo o que for necessário para que os arquivos da urna sejam transmitidos ao TSE. O controle estatístico do simulado é baseado nas tabelas de correspondências, inclusive a verificação do quantitativo de urnas eletrônicas por unidade federativa, e nas ocorrências registradas no Sistema de Ocorrências para Simulado de Hardware (SOS).

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